Sobre o filme Um Lugar Qualquer, de Sophia Coppola
Penso que alguns filmes deveriam vir com um sinal de alerta informando que podemos estar entrando numa fria. Seria algo assim: atenção: há muitas chances de você não gostar desse filme pois ele não segue os parâmetros básicos do que conhecemos como cinema. Pode morrer de tédio ou se arrepender amargamente de ter perdido tanto tempo esperando que alguma coisa aconteça. Com esse alerta, eu até poderia querer ver, mas jamais ficaria arrependida por ter visto. Afinal, quem avisa, amigo é. E não adianta ler a sinopse porque geralmente não tem nada a ver com o que você irá assistir.
Costumo gostar dos filmes da cineasta Sophia Coppola como Encontros e Desencontros, Maria Antonieta e As Virgens Suicidas. Desavisada e tentando seguir uma coerência estilística, ao escolher um DVD ontem na locadora, aluguei Um Lugar Qualquer. E fiquei muito decepcionada! Será que alguém precisa fazer você ficar 97 minutos assistindo um filme que é um NADA do princípio ao fim, só para mostrar o vazio da existência humana? Sinceramente!
Na primeira meia hora da primeira tentativa eu dormi e tão “palpitante” que era. Na segunda, ainda esperançosa de que alguma coisa ainda fosse acontecer, quase morri de tédio e dei algumas cochiladas. Mas fui até o fim em nome de Sophia. Afinal não me deram sequer a chance de fazer a “escolha de Sophia”.
O filme já começa literalmente no fim. Bastava ver aquele carro dando voltas numa estrada deserta como um motuo contínuo para transmitir a “brilhante” idéia! Não era necessário gastar dinheiro para produzir cenas com o protagonista tomando banho, entrando e saindo de uma festa, tomando café com a filha, transando, escovando o dente...A falta de drama, trama, suspense, ação, enfim, de qualquer coisa que despertasse o espectador só conseguiu me deixar irritada. Um documentário com fotografias e fundo musical sobre a vida de qualquer pessoa medíocre causaria a mesma impressão.




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